sábado, 20 de abril de 2013

Como são produzidas as vacinas?

A criação da vacina exige vários processos experimentais e de pesquisa por tempo prolongado.


 Isso quer dizer que até uma vacina para uma doença chegar à população são necessários anos de estudo, análises, aplicações em cobaias e exames de reações. É importante ressaltar que, para que o trabalho seja desenvolvido, deve haver alto investimento financeiro, normalmente custeado por governos ou fundações.

O processo de pesquisa para uma vacina começa com o estudo do vírus ou da bactéria causadora da enfermidade. O objetivo da equipe é isolar o vírus ou bactéria em laboratório e observar como ele provoca a doença. Dessa forma é feita a vacina como atenuada ou inativada.

Quando a vacina está pronta, inicia-se a etapa de teste. Essa fase pode durar muitos anos e normalmente é paga por empresas farmacêuticas.

O teste é iniciado em adultos saudáveis. Nesse momento é observada a resposta imunológica da vacina e seus efeitos colaterais.

Obtendo sucesso, o público-alvo da vacina recebe a dose. A intenção é avaliar como é a resposta imunológica nas pessoas que realmente precisam do medicamento.

Se o resultado for satisfatório, o medicamento é espalhado pelo mundo inteiro para ser aplicado em pessoas com estilo de vida e ambientes totalmente diferentes. Nessa fase é importante avaliar a resposta imunológica e saber se fatores externos geográficos interferem no número de doses.

O processo final, que também demora muitos anos, é avaliar se, quando em uso, a vacina não apresenta efeitos colaterais ao longo do tempo.

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Por que beber água não alivia a ardência na língua ao ingerir comida picante?

A primeira reação que temos ao ingerir um alimento picante é beber uma grande quantidade de água ou outro líquido refrescante.


 Contudo, a ardência não cessa e algumas vezes fica ainda mais intensa. Parece loucura, mas água, refrigerante e cerveja são os piores aliados de quem quer se ver livre dos efeitos da pimenta.

Estudiosos acreditam que algumas plantas produzem capsaicina com o objetivo de evitar que mamíferos a consumam, pois as sementes que passam pelo trato digestivo desses animais não chegam a germinar quando expelidas com as fezes. O mesmo não acontece com os pássaros, que são imunes aos efeitos da pimenta e agem como excelentes semeadores.

A capsaicina é um componente químico hidrofóbico, ou seja, não é solúvel em água. Por isso, a sensação de ardência causada pela pimenta não é aliviada pela ingestão desse líquido, ao contrário, a água espalha ainda mais as moléculas picantes pela superfície da língua.

Essas moléculas aderem com facilidade nas papilas gustativas, o que explica a persistência do ardor. Consumir queijos, pães e leite é a tática mais indicada para aliviar a ardência causada pela ingestão de comida picante.

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Beber muita água pode matar?

Ao contrário do que muitos possam imaginar, beber água demais pode matar sim.



Vários estudos internacionais já comprovaram que o consumo exagerado de água pode fazer mal ao organismo.

Ingerir muita água num curto espaço de tempo pode causar uma intoxicação conhecida como hiponatremia. O problema é comum em crianças com menos de seis meses de idade e em atletas, mas também pode atingir adultos que vivam em condições normais.

O problema em consumir água em excesso é que o líquido causa um desequilíbrio nos níveis de sódio no corpo e faz com que as células tenham que absorver mais água, levando a um inchaço e ao rompimento das mesmas.

O excesso de água no organismo pode causar: batimentos cardíacos irregulares, entrada de líquido nos pulmões, tremulações nas pálpebras e inchaço no cérebro e nervos.

Os sintomas que podem atingir àqueles que consomem água em excesso ainda incluem dores de cabeça, fadiga, náusea, vômito, urinação frequente e desorientação mental.

O principal problema do consumo exagerado de água é que os órgãos não conseguem liberar substâncias rapidamente para processar, armazenar e eliminar o líquido. Assim, a concentração de sais e outras substâncias fica mais diluída.

A hiponatremia também pode levar a entrada de água nos neurônios, levando ao inchaço que resulta em convulsões, coma, falha respiratória, hérnia cerebral e até morte.

Especialistas alertam que um rim saudável consegue excretar de 800 a 1000 ml de água a cada hora.

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A doença mais antiga do mundo

A doença conhecida mais antiga do mundo é a lepra, cujos primeiros registros datam de 1350 a.C.. 



Apesar da idade, um tratamento rápido e eficaz contra ela só foi descoberto no início dos anos 80, com o desenvolvimento da poliquimioterapia.

A moléstia é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, e ataca principalmente os nervos e pele, podendo causar deformações em estágios mais avançados. Devido ao preconceito com o qual a doença é encarada, seu nome foi mudado no Brasil para hanseníase.

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Como é produzida a salsicha?

Muitas pessoas são loucas por cachorros-quentes e outras receitas que levam a famosa e popular salsicha. 


Mas, nem todos sabem como esse produto é feito. Nesse artigo, vamos apresentar o passo-a-passo do preparo industrial das salsichas.

A salsicha é feita em linhas de produção automatizadas, quase sem contato humano. As etapas higienização são bastante rígidas, fato que desmente o mito de que as salsichas são feitas em processos nojentos, como uns e outros dizem.

A única verdade é que as salsichas são iguarias feitas com carne picada ou moída de qualquer pedaço de boi, porco ou frango. A mistura é feita com as sobras dos cortes tradicionais das carnes, como as bochechas e as vísceras.

Conheça o passo-a-passo:
1. A carne industrial, composta de sobras dos cortes tradicionais do boi, frango e porco, é cortada em pedaços bem pequenos por máquinas automáticas

2. Depois de retalhadas, as carnes passam por um aparelho chamado cutter, que transforma a mistura em uma espécie de farelo homogêneo. Depois, a mistura recebe doses de sal, amido de milho, temperos e conservantes.

3. Essa mistura é usada para encher as tripas, que podem ser naturais, como intestinos de carneiro, ou artificiais, feitas de plástico ou celulose.

4. Depois de fechadas, as salsichas ficam por meia hora em uma estufa a 80 ºC para o cozimento.

5. Depois do cozimento, as salsichas são resfriadas para matar os microrganismos que sobreviveram.

6. A última etapa é um processo de tingimento, e depois de embalagem a vácuo.

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Como os bebês não se afogam na placenta da mãe?

O processo de formação do feto ou do bebê na barriga materna é delicado e complexo.



 Basicamente, tudo começa com a união entre o óvulo e o espermatozoide. O zigoto se instala no útero. Quase ao mesmo tempo, começa o desenvolvimento da placenta.

No final do primeiro mês de gravidez, o embrião já mede meio centímetro.

A formação dos sistemas nervoso, digestivo, circulatório e respiratório se inicia no segundo mês. O comprimento do embrião chega a 4 cm no segundo mês.

O esqueleto começa a ser estruturado no terceiro mês, com a formação completa dos órgãos internos nesse período. No início do quarto mês, quando o bebê já mede 16 cm, ele obtém a capacidade de se movimentar, sugar e engolir.

É nesse momento que se deve sanar a questão: se o bebê já está com órgãos formados e precisa respirar, está envolto em placenta e começa a engolir, por que não pode ocorrer um afogamento com o líquido amniótico?

Em primeiro lugar, é necessário explicar que esse líquido serve para proteção do bebê. Outro ponto importante é relembrar que a transmissão de nutrientes e oxigênio para a criança é feita pelo cordão umbilical, sendo a mãe provedora das substâncias necessárias para o crescimento saudável do bebê.

Dessa forma, o bebê não tem necessidade de praticar respiração para coletar oxigênio para as células. Mesmo assim, curtos movimentos de respiração começam a ser feitos pelo bebê a partir do terceiro mês de gestação. É verdade que o líquido amniótico passa a ser ingerido diariamente, na quantidade aproximada de 350 ml.

A perfeição corporal que impede qualquer possibilidade de engasgamento é feita pelo bloqueio pulmonar, através da produção de uma secreção específica que impede a invasão de qualquer substância nos pulmões


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Por que o cabelo fica branco?

Um fato curioso: quanto mais envelhecemos, mais nossos cabelos ficam brancos.                                      

 Mas qual será o motivo dessa mudança?

A explicação é simples:  a cor do cabelo depende da presença de melanina, um tipo de hormônio produzido por células chamadas de melanócitos. As pessoas que têm cabelo mais escuro produzem mais o pigmento. No entanto, a capacidade de produção de melanina é determinada pela genética. Assim, com o passar dos anos, algumas pessoas deixam de produzir esse elemento e começam a ficar grisalhas.

Esse processo de embranquecimento dos cabelos pode ser causado por alterações hormonais que acontecem com a chegada de uma idade avançada. Os melanócitos deixam de produzir melanina e, em consequência disso, o cabelo perde a cor.

Vale lembrar que os melanócitos estão na raiz dos fios e atuam como uma fábrica do pigmento natural que dá cor aos cabelos. Normalmente, os negros demoram mais para ficar grisalhos do que os brancos e os orientais.

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O curioso poço dos templários

O poço dos templários é um local da Quinta da Regaleira, em Sintra, Portugal.



 O lugar chama a atenção por seu lado místico e misterioso.

O poço é repleto de simbologias esotéricas que têm relação com a Maçonaria, a Rosa-Cruz e a Ordem Templária. Historiadores e arqueólogos também indicam relações com a simbologia alquímica, gnóstica e cristã.

O curioso poço dos templários e a propriedade da Quinta pertenceram a Antonio Augusto Carvalho Monteiro. O local foi projetado pelo arquiteto italiano Luigi Manini.

Hoje, a Quinta da Regaleira é considerada um patrimônio mundial pela UNESCO. O terreno, com 4 hectares de terras, é cheio de grutas, lagos, torres, jardins, labirintos, poços, e ainda conta com um palácio, uma capela e uma cripta.

As esculturas mitológicas, que mesclam os estilos gótico, romântico, renascentista e manuelino, tomam conta do local e dão a ele uma beleza única.

A Quinta deve ter sido construída por volta de 1900. Desde 2002, o espaço é aberto a visitação. O chamado Poço dos Templários é o local mais visitado e o que desperta mais curiosidade na Quinta. Neste poço existe uma escadaria de vinte e sete metros que possui nove patamares que simbolizam a morte e o renascimento.

No fundo do poço há uma cruz templária e uma estrela de oito pontas. Esse poço é chamado de poço iniciático, por ter sido utilizado como local de iniciação da maçonaria.

 http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/o-curioso-poco-dos-templarios.html

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cães conseguem detectar câncer de pulmão com o olfato

Descoberta pode levar ao desenvolvimento de um "nariz eletrônico", que ajudaria no diagnóstico precoce da doença

 
Os cães têm uma grande capacidade para detectar o câncer de pulmão pelo cheiro do hálito da pessoa doente. De acordo com a descoberta austríaca, o olfato apurado dos cachorros pode levar ao desenvolvimento de um "nariz eletrônico". A ferramenta ajudaria no diagnóstico precoce da doença, possivelmente estendendo a sobrevivência dos pacientes.

"Os cachorros não têm qualquer problema para identificar pacientes com tumores cancerígenos", diz Peter Errhalt, chefe do departamento de pneumologia do hospital de Krems (nordeste da Áustria) e um dos autores da descoberta. Os cães do estudo sentiram o cheiro de 120 amostras de hálito de pessoas doentes e saudáveis, e conseguiram identificar em 70% dos casos as que sofriam com câncer de pulmão.
Segundo Errhalt, o resultado se mostrou tão promissor que foi previsto um novo estudo de dois anos de duração, com amostras de 1.200 pessoas. O estudo austríaco coincide com outros testes realizados nos Estados Unidos e na Alemanha.
"O objetivo é determinar quais são exatamente os odores que os cachorros são capazes de detectar", diz Michael Muller, do hospital Otto Wagner de Viena, que colaborou com o estudo. Se esse objetivo for alcançado, os cientistas poderão construir uma espécie de "nariz eletrônico" para diagnosticar o quanto antes o câncer de pulmão e aumentar, assim, as possibilidades de sobrevivência dos pacientes.

 http://veja.abril.com.br/noticia/saude/caes-conseguem-detectar-cancer-de-pulmao-com-o-olfato

Cão detecta bactéria que causa infecção hospitalar

Estudo mostra que cães podem ser treinados para identificar 

 

a presença da bactérias através do olfato, tanto em amostras de fezes quanto nos próprios pacientes

 Pesquisadores na Holanda conseguiram treinar um cachorro para identificar através do olfato pacientes e amostras de fezes contaminadas pela bactéria Clostridium difficile, causadora de várias das infecções chamadas de 'hospitalares’. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira, no periódico British Medical Journal (BMJ). Estudos anteriores haviam mostrado que cães podem detectar alguns tipos de câncer.

A Clostridium difficile pode desencadear sintomas que vão desde diarreia moderada até infecções intestinais que podem levar à morte. O diagnóstico precoce é importante não só para o tratamento, mas também para que novas infecções sejam evitadas. Porém, o diagnóstico atual é um procedimento caro e demorado, podendo levar até uma semana, tempo demais quando se trata de uma infecção que pode ser fatal.
Faro apurado – Cliff, um cachorro de raça beagle, de dois anos, foi treinado por um especialista para identificar a presença da bactéria em amostras de fezes e nos próprios pacientes. Quando encontra o odor específico, Cliff se senta ou deita.
O primeiro teste de Cliff, após dois meses de treinamento, foi realizado com amostras de fezes. De um total de 100 amostras, ele identificou corretamente 50 que estavam contaminadas (100% de sensibilidade) e 47 de 50 que não estavam (94% de especificidade).
Depois, Cliff foi levado a dois grandes hospitais, onde analisou 300 pacientes. Nessa etapa, ele identificou corretamente 25 de 30 casos de contaminação (83% de sensibilidade) e 265 de 270 pessoas não contaminadas (98% de especificidade).
Para os pesquisadores, algumas questões importantes ainda precisam ser estudadas, como descobrir o que o animal de fato fareja, se é uma quantidade elevada da bactéria, uma toxina ou um produto da bactéria, e também como ele reagiria a pacientes assintomáticos que carregam a variável tóxica da bactéria.
Além da possibilidade de treinar os cães para analisar os hospitais periodicamente, detectando novos casos de infecção por Clostridium difficile, os pesquisadores pretendem estudar como isso ocorre para desenvolver 'narizes eletrônicos', que poderiam desempenhar a mesma função, sem o tempo que leva para que um cão seja treinado.

 http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cao-detecta-bacteria-que-causa-infeccao-hospitalar

Por que os cães latem?

A ciência já descobriu que há três grupos diferentes de latidos, e que os cachorros podem, sim, tentar conversar com os donos

 
Bebês aprendem a se comunicar por imitação. Ao prestar atenção nos pais, copiam a fala, alimentação e diversas reações. Brian Hare, antropólogo evolucionista americano e especialista em cognição animal, acredita que isso não seja exclusividade dos humanos. Segundo ele, os cachorros aprenderam a conviver com os homens da mesma maneira: imitando e reagindo às ações do dono. Foi assim, por exemplo, que eles aprenderam a latir mais e mais — entre os lobos, ancestrais do cão, o latido representa apenas 3% de toda sua vocalização.

Em seu novo livro The Genius of Dogs (O Gênio dos Cães, ainda sem edição em português), Hare reúne essa e outras descobertas sobre a inteligência do animal. Entre elas, estão as habilidades comunicativas do cão — milhares de anos de interação com os humanos levaram ao desenvolvimento de três grandes grupos de latidos: os de alerta, os para chamar a atenção e os para brincar. A sagacidade do melhor amigo do homem não para por aí. Pesquisas recentes relatam que os animais são ainda capazes de desenvolver novas nuances no latido — com altura, duração e frequências diferentes —, para se expressar de maneira mais eficaz.
A comunicação, no entanto, é apenas um dos modos pelos quais a inteligência canina se expressa. Há ainda cães que se destacam pelo ótimo raciocínio espacial e aqueles que são bons de memória, por exemplo.


Linguagem canina — No que toca à comunicação, segundo Hare, a inteligência do animal está focada em estabelecer a comunicação com seu dono – assim como fazem os bebês humanos. Isso significa que o cão pode variar o latido, o olhar e até sua movimentação se perceber que está sendo compreendido — ou não. A ciência conseguiu identificar até o momento três grandes grupos de latidos. “As pessoas são particularmente boas em identificar um tipo de latido: aquele que o cachorro usa para estranhos”, diz Hare.
A diferença entre os três tipos de latido está na altura, duração e frequência com que cada um é feito. Em um estudo publicado no periódico Journal of Comparative Psychology, pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram com o uso de espectrogramas (representação visual da frequência de um som) que os latidos podem ser mais complexos do que se imaginava. De acordo com Alexandre Rossi, zootecnista e um dos principais especialistas em cognição de cachorros do Brasil, o latido que o cachorro usa contra estranhos é mais grave e segue, normalmente, em uma sequência curta. “Nesses latidos é como se houvesse uma mordida ao final”, diz. Quando o cão quer brincar, o latido costuma ser mais espaçado e mais agudo. Já o terceiro grupo, quando o cachorro quer chamar a atenção, se caracteriza por latidos nem tão graves, nem tão agudos, mas com mais espaço entre eles, do que os dois outros.
Em alguns casos, no entanto, o cachorro consegue criar outras variações de latidos. Como fazer um som mais agudo, mais lento ou até choramingar. Segundo Rossi, para desenvolver plenamente sua habilidade de se comunicar, no entanto, o cão precisa de estímulo. Então, apenas preste atenção no que o animal está querendo dizer. “Dizer que o cachorro tem diferentes tipos de latir não quer dizer que ele é inteligente”, diz Rossi. A inteligência estaria, na verdade, na capacidade do cão em aprender novas maneiras de latir para conseguir atenção. Em outras palavras, na sua flexibilidade — o contrário do condicionamento.
Essa flexibilidade pode ser vista, por exemplo, em atividades cotidianas. Como tem a percepção de saber se a pessoa está ou não prestando atenção nele, o cachorro pode extrapolar coisas que ele aprende que funciona. Pode ser o caso de quando o animal lambe o pote de comida apenas por estar com fome, e o dono acaba dando comida para ele. Se toda vez que mexer no seu pote, ele ganhar comida, o cachorro entende que o sinal funcional “Ele começa a nos treinar”, diz Rossi.
No caso de animais que vivem em apartamento e são proibidos de latir, a comunicação por gestos pode ser mais rica do que as sutilezas no latido. Nesses casos, é comum que o cachorro tente outras maneiras de ganhar atenção, como olhando repetidamente para o objeto que quer e para o dono, ou indo e vindo na direção do que lhe é de interesse ou ainda tocando com a pata. Além de tentar se expressar, o cão pode ainda entender o que está sendo dito.
Em suas pesquisas, Brian Hare já havia notado que os cães também conseguem entender os humanos. Além de identificar palavras (em alguns casos decorar centenas delas) e de inferir situações, eles sabem ainda fazer leitura corporal. Isso significa que ele sabe quando está sendo observado, consegue ter empatia e pode copiar ações do dono, aprendendo a resolver um problema espacial, por exemplo. Quando se aponta para alguma direção, seja com o pé, com a mão ou mesmo com a cabeça, o animal tem ainda inteligência suficiente para projetar o olhar em direção ao que está sendo apontado — e não manter o olhar no dedo da pessoa.
Inteligência — Fundado em março de 2013 por Hare, o Dognition é um projeto que pretende sistematizar o estudo sobre as habilidades dos cachorros. Nele, o cachorro passa por uma bateria de testes que identificam em quais situações sua cognição é mais apurada, e em quais ele não é muito esperto. Os testes são de raciocínio, memória, empatia, astúcia e comunicação. Ao fim da avaliação (que pode ser feita pela internet com o pagamento de uma taxa), o dono recebe um relatório com as habilidades do cão.
O projeto se propõe a levantar, pela primeira vez, um grande banco de dados comparativos entre raças, gêneros e peso. “Ainda não se tem dados suficiente sobre todas as raças para uma comparação entre elas, como qual a mais inteligente”, diz Hare. Nas avaliações, os cachorros passam por atividades simples. Um exemplo é o teste de memória. Nele, um pedaço de petisco é escondido atrás de um objeto, tudo à vista do animal. Passados mais de 10 segundos, o cão é solto e precisa se lembrar de onde o alimento está. Antes do teste, condições como reconhecimento pelo faro são eliminadas. Há cães que conseguem se lembrar... e outros que nem se lembram mais que havia um petisco.

 http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/por-que-os-caes-latem

segunda-feira, 25 de março de 2013

5 mitos sobre tempestades solares

Clima Terrestre


Com relação às tempestades solares alterarem o clima terrestre, Adriana diz que esse ainda é um assunto controverso. Ela explica que existem algumas evidências da que a temperatura média na Terra pode ser influenciada pela atividade solar em escalas de tempo de décadas.

Adriana conta que o melhor exemplo é o chamado mínimo de Maunder, um período de 70 anos de atividade solar extremamente baixa, entre aproximadamente 1650 e 1720, quando o Sol não apresentou quase nenhuma mancha escura em sua superfície.

“Neste período, foram registradas temperaturas anormalmente baixas na Terra”, explica. Um reflexo dessa situação pode ser visto nas pinturas da época, que retrataram pessoas patinando sobre rios como o Sena e Tâmisa congelados. Esse período ficou conhecido como pequena era glacial.

 http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/5-mitos-sobre-tempestades-solares.shtml?id=5#glr

5 mitos sobre tempestades solares

Terremotos e tsunamis


Para quem acredita que tempestades solares de alta intensidade podem causar terremotos e tsunamis, Adriana destaca que isso é um mito.

Não existe evidência científica de nenhuma correlação entre a ocorrência de atividade solar ou terremotos e tsunamis (consequência de alguns terremotos) que são decorrentes da atividade geológica da Terra, sem influência do ciclo magnético solar.


http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/5-mitos-sobre-tempestades-solares.shtml?id=4#glr

5 mitos sobre tempestades solares

Falha Eletrônica


Há também a hipótese de que conforme a intensidade da tempestade, tudo que é eletrônico pode falhar, inclusive os que equipam um avião. Porém, Adriana destaca que as partículas carregadas pelas tempestades solares afetam os equipamentos eletrônicos, o que causa picos de correntes capazes de danificar aparelhos ou queimar transformadores.

Porém, Adriana ressalta que apenas as tempestades muito intensas são capazes destes efeitos e felizmente são muito raras. “No caso do avião, o problema é com o sistema de navegação, seja por bússola, seja por um GPS, mas a estrutura do avião em si não sofre danos”, justifica.

 http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/5-mitos-sobre-tempestades-solares.shtml?id=3#glr

5 mitos sobre tempestades solares

Riscos para saúde


Muitas pessoas acreditam que as tempestades solares podem causar riscos imediatos para a saúde de quem está na Terra. Porém, apenas os astronautas e pilotos podem ser prejudicados.

“Os astronautas que estiverem fora da estação espacial podem, sim, sofrer uma dose de radiação letal de uma explosão solar”, conta. Por sua vez, tripulação e passageiros de voos de avião com rota transpolar (que passam pelos Polos) ou pilotos de aviões de caça que sobem em altitudes muito altas podem receber uma dose de raio X similar a de uma chapa do pulmão, segundo Adriana.

No entanto, Adriana explica que as tempestades podem aumentar a propensão ao câncer de pele. A radiação ultravioleta produzida pelo Sol aumenta periodicamente com o ciclo de atividade solar de 11 anos. “Esta radiação faz com que a quantidade de ozônio aumente de 1 a 2% durante o máximo do ciclo solar, que coincide com o período de máxima ocorrência das tempestades solares”, conta.

Como o ozônio ajuda a impedir a passagem dos raios ultravioletas, a população fica mais exposta a esse tipo de raio. Ele penetra profundamente e desencadeia reações e alterações celulares que, por meio de mutações genéticas, podem predispor ao câncer da pele.

 http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/5-mitos-sobre-tempestades-solares.shtml?id=2#glr

5 mitos sobre tempestades solares


Fim do mundo


Na sexta-feira (11), o Observatório de Dinâmica Solar (SDO), da Nasa, anunciou que novas movimentações na superfície do Sol vão produzir fortes explosões solares nos próximos dias.

Essa movimentação está relacionada com as manchas solares, regiões onde há uma redução de temperatura e pressão das massas gasosas no Sol, relacionadas ao seu campo magnético.

Somente em janeiro, foram detectadas duas erupções em um período de quatro dias seguidos por ondas com bilhões de toneladas de plasma percorrendo o espaço em direção a Terra com uma velocidade de 8 milhões de km/h.

Diante dessas explosões, são levantadas muitas hipóteses sobre quais os efeitos das tempestades solares na Terra. Adriana Válio, astrofísica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, explica quais são os mitos sobre as tempestades solares.

A hipótese de o mundo acabar por causa de tempestades solares, por exemplo, é mito, “pois a maioria das consequências danosas da atividade solar ocorre apenas sobre equipamentos eletrônicos, como satélites, GPS, além de transformadores e linhas de transmissão de alta tensão, por exemplo,” explica.

 http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/5-mitos-sobre-tempestades-solares.shtml?id=1#glr

Tempestade Solar

Tempestade Solar Catastrofica Pode Atingir a Terra


A Academia Real de Engenharia do Reino Unido alertou sobre os riscos de uma supertempestade solar que pode atingir a Terra em breve. Em relatório, os cientistas destacam que o evento é inevitável e pedem medidas preventivas.
Essas tempestades são causadas por manchas solares, regiões onde há uma redução de temperatura e pressão das massas gasosas no Sol, relacionadas ao seu campo magnético.
O Sol tem ciclos de atividade de aproximadamente 11 anos, com períodos mais intensos. O auge desse ciclo acontece agora, em 2013. Por isso, muitos países já começam a buscar maneiras de se preparar para uma grande tempestade solar.
Segundo o jornal Huffington Post, os pesquisadores britânicos anunciaram que essa supertempestade é um evento de proporções raras. Isso porque erupções solares responsáveis por causar tempestades na Terra são muito comuns. Mas essa que se aproxima deve ser parecida com o Evento de Carrington, que aconteceu em 1 de setembro de 1859. Na ocasião, postos de telégrafo pegaram fogo e as redes tiveram grandes interrupções. Também foram registrados distúrbios no campo magnético da Terra.
É provável que a próxima tempestade seja intensa como a ocorrida há mais de 150 anos. Porém, os cientistas alertam que os efeitos na Terra podem ser mais impactantes agora por causa da grande dependência tecnológica atual. A próxima tempestade solar traria consequências para equipamentos eletrônicos, como satélites, comunicações por rádio, GPS, transformadores e linhas de transmissão de alta tensão.
Tudo isso é causado pelas partículas carregadas pelas tempestades solares, que afetam os equipamentos eletrônicos. Isso causa picos de correntes capazes de danificar aparelhos ou queimar transformadores. Como consequência, pode acontecer um colapso nos sistemas de comunicação, nos automóveis e na aviação.
Somente nos EUA, o dano econômico de uma tempestade nessas proporções pode ser entre 1 e 2 trilhões de dólares no primeiro ano. A recuperação completa de todas os perdas causadas pode demorar de 4 a 10 anos, de acordo com um relatório de 2008 do Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos.
Segundo Adriana Valio, astrofísica e presidente da Sociedade Astronômica Brasileira, vale lembrar que essas tempestades não causam riscos imediatos para a saúde de quem está na Terra. Apenas os astronautas fora da estação espacial e pilotos de aviões de caça ou de voos com rota transpolar podem ser prejudicados.

 http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/tempestade-solar-catastrofica-pode-atingir-a-terra-08022013-21.shl

sábado, 16 de março de 2013

Moqueca de peixe com pirão

Moqueca de peixe com pirão: seus convidados vão adorar!


Ingredientes
. 1 colher (sopa) de azeite
. 2 cebolas em rodelas
. 4 tomates em rodelas
. 8 filés do peixe de sua preferência limpos e cortados ao meio
. 1 1/4 de xícara (chá) de leite de coco
. 2 colheres (sopa) de azeite de dendê
. Sal e pimenta-malagueta a gosto
. 1/2 xícara (chá) de salsa picada
. 1/2 xícara (chá) de farinha de mandioca

Modo de preparo

1. Prepare a moqueca: coloque o azeite na panela e, sobre ele, alterne camadas de cebola, tomate e peixe, temperando cada camada com sal, pimenta-malagueta e a salsa.
2. Tampe e leve ao fogo médio até ferver.

3. Cozinhe por 10 minutos ou até os ingredientes ficarem macios.

4. Junte o leite de coco e o azeite de dendê e verifique o tempero. Abaixe o fogo. Deixe cozinhar por mais 3 minutos e reserve.
5. Prepare o pirão: retire 4 conchas pequenas do caldo da moqueca pronta e coloque em uma outra panela. Leve ao fogo médio até ferver.

6. Junte a farinha de mandioca, aos poucos, mexendo sempre, até engrossar. Tempere com sal e sirva com a moqueca.

Tipo de prato: Prato principal
Preparo: Médio (de 30 a 45 minutos)
Rendimento: 4 porções
Dificuldade: Fácil
Categoria: Peixe ou fruto do mar
Calorias: 681 por porção
 
 http://mdemulher.abril.com.br/culinaria/receitas/receita-de-moqueca-peixe-pirao-557285.shtml

Bobó de camarão

Bobó de camarão: ninguém vai resistir à essa maravilha!


Ingredientes 

. 3 cocos grandes
. 3 xícaras de água fervendo
. 4 colheres (de sopa) de azeite de oliva
. 2 cebolas bem picadas
. 3 tomates sem sementes picados
. 2 pimentões bem picados (verde e vermelho)
. 1 kg de aipim descascado e cortado em pedacinhos
. 300 g de camarão descascado e limpo
. 1/2 xícara de azeite-de-dendê
. 1 colher (de chá) de pimenta-do-reino
. 1 xícara de camarão seco, torrado e moído

Modo de preparo

Todo coco dá dois tipos de leite: um fino e um grosso. O leite grosso é o primeiro que sai quando se espreme um coco ralado. Para extrair o leite fino é necessário derramar a água sobre o bagaço do coco e espremer novamente. Faça isto com os três cocos e reserve os dois tipos de leite em separado.
Numa panela de bom tamanho aqueça o azeite, junte a cebola, os tomates, os pimentões, e refogue, mexendo de vez em quando, por dez minutos. Junte o aipim, o leite fino e deixe cozinhar até o aipim amolecer, ameaçando virar um creme. Acrescente o leite grosso, os camarões e cozinhe mexendo até o aipim ficar completamente pastoso.
Junte o azeite-de-dendê e deixe ferver. Tempere com sal e pimenta-do-reino. O bobó está pronto para ser servido. É o acompanhamento ideal para uma moqueca de camarões. A apresentação tradicional é numa terrina grande, primeiro o bobó, por cima, a moqueca e, por fim, o camarão seco polvilhado.

Tipo de prato: Prato principal
Preparo: Médio (de 30 a 45 minutos)
Rendimento: 8 porções
Dificuldade: Médio
Categoria: Peixe ou fruto do mar
 
 http://mdemulher.abril.com.br/culinaria/receitas/receita-de-bobo-camarao-697149.shtml

Lasanha de abobrinha

Lasanha de abobrinha: para variar o sabor


 Ingredientes:
. 3 abobrinhas do tipo italiana, cortadas em fatias finas
. 3 xícaras (chá) de molho de tomate pronto
. 500 g de queijo tipo frescal em fatias
. Mussarela e parmesão light ralados a gosto para polvilhar

Modo de preparo:

Em uma grelha aquecida, passe as fatias de abobrinha, deixando que cozinhem um pouco. A cada dois minutos, vire para grelhar do outro lado. Em um refratário, monte camadas alternadas de molho, abobrinha e queijo. Repita até acabarem os ingredientes. Polvilhe com os queijos ralados e leve ao forno, preaquecido em temperatura média, até o queijo fresco derreter. Sirva em seguida.


Tipo de prato: Prato principal
Preparo: Demorado (acima de 45 minutos)
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: Fácil
Categoria: Assado
Calorias: 272 por porção 
 
 http://mdemulher.abril.com.br/culinaria/receitas/receita-de-lasanha-abobrinha-642621.shtml