terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O ano da infidelidade


 Com tantas alternativas no mercado de entretenimento eletrônico, o melhor é provar um pouco de cada antes de eleger quem vai ganhar a sua aliança

"A web está morta, vida longa à internet." O título do provocativo artigo do editor da revista Wired, e um dos mais influentes pensadores do mundo digital, Chris Anderson, fez marola em setembro de 2010. A tese: em vez de uma rede aberta, a tendência dominante para o próximo período seria o investimento em apps, e em ambientes fechados, proprietários, com integração profunda de software, serviços, e em alguns casos hardware.
Demorou quase um ano e meio para termos a confirmação definitiva da hipótese. Foi nesta Consumer Electronics Show, no dia 10 de janeiro de 2012, com as conferências da Sony e Microsoft. A tônica da mensagem das duas gigantes foi: integração dos serviços, diversificação das plataformas, entrada pra valer nos ambientes móveis, batalha pela sala de estar.
A Sony, grande referência de Steve Jobs na sua revitalização da Apple, parece finalmente ter dado o passo que faltava para mostrar as vantagens de ser uma gigante de hardware, software e conteúdo. O PS Vita já tem meio milhão de unidades vendidas. Com isso, o Vita vira uma máquina multimídia irresistível. Mais importante é a entrada pra valer da Sony no mundo móvel, com a integração da antiga Sony Ericsson como Sony Mobile, e o anúncio de objetos do desejo como o Xperia Ion, com certificação PlayStation e processador Bravia.
E a Microsoft, que por muito tempo amargou a imagem de tradicionalista, sepultou o ranço de vez com dois megahits para o consumidor (Xbox, 66 milhões de unidades vendidas, e Kinect, 18 milhões), com mais um a caminho (Kinect para PC, com potencial para chegar a centenas de milhões de consumidores rapidamente), uma nova dashboard e serviços para a Xbox Live, Windows 8 reafirmando a dominância da MS nos computadores. Sem falar no acordo com a Nokia, nem no Windows Phone, sistema operacional para celular que parece, francamente, mais “cool” do que Android ou iOS.

 http://tecnologia.br.msn.com/especiais/o-ano-da-infidelidade

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