segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Reflexão



Do monge trapista Thomas Merton (em “Questões Abertas”):
“O reino de Deus é o reino do amor. Mas onde não existe a possibilidade de um nível de vida decente, quando não há liberdade, justiça, educação na sociedade humana, como podemos edificar este reino de amor?”
“Um homem faminto não está em condições de pensar em Deus – a não ser como uma fuga para os seus próprios problemas, e isto não me parece um ato de fé.  Há santos que superaram suas adversidades, embora submetidos a condições impossíveis aos homens comuns.”
“Entretanto, o reino de Deus não se limita aos santos, mas aos homens comuns como nós. Temos que cuidar – nem que seja por egoísmo – de construir um mundo melhor para os outros: nosso desespero interior diminuirá, e nossa vida passará a ter mais sentido, e a convivência com pessoas alegres terminará fazendo tudo mais fácil para nós mesmos.”

http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/

 

Do apostolado


Do monge Thomas Merton, no livro “Obra Aberta”:
“O verdadeiro apóstolo não se preocupa em pregar uma doutrina, liderar um movimento, recrutar homens para uma organização; ele apenas fala de Deus, e o resto vem por acréscimo”.
“O apóstolo não tem ambições de converter ninguém, não quer usar fórmulas já gastas, não tenta vender o que não tem preço, não se glorifica, não se desculpa. Ele está pregando apenas por amor. Esta é sua forma de expandir o êxtase que sente na presença de Cristo”.
“Um apóstolo possui uma fé tão profunda, que mesmo que ninguém acreditasse, ele continuaria pregando”.


A Reflexão

 

 

(Do livro “A Sabedoria dos mestres judeus”)
O rabino Yannai costumava dizer:
Não há nenhuma maneira de explicarmos a prosperidade dos malvados ou o sofrimento dos justos.
Tudo que nos é pedido, entretanto, é que procuremos – nós mesmos – a justiça.
A realidade é mais complexa do que gostaríamos que fosse. Se ficarmos insistindo para que tudo tenha um sentido, terminaremos desesperados.
A realidade não pode ser embrulhada com papéis coloridos, e atada com a fita dourada do moralismo.
A realidade é maior do que nossa visão do Bem e do Mal, do que está certo ou errado.
A realidade é o que é, e não o que imaginamos que devia ser.
Onde pudermos lutar pela justiça, lutemos.
Onde somos confundidos por uma Verdade além de nossa compreensão, ainda assim procuremos fazer o melhor.



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